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17 de nov de 2014

Etapas da Autopublicação



Não, ser independente não é a primeira escolha de um autor, mas, sinceramente, depois de descobrir a autopublicação, não mandei mais nenhum original para uma editora tradicional. Sem renome, sem dez mil seguidores num blog, o máximo que posso conseguir é um retumbante NÃO ou, o que é mais humano que um silêncio eterno, que costuma ser a resposta.

Por vezes me senti injustiçada por não ter sido reconhecida logo de cara como o mais novo talento da literatura nacional (mundial, universal, criança acha que o mundo é só um pouquinho maior que seu quintal), ou frustrada por não receber nem mesmo uma resposta, essas coisas todas, uma perfeita adolescente revoltada e incompreendida. Mas percebi que o caso não é comigo: tenho a suspeita de que nenhum de meus originais não foi lido jamais. As poucas propostas que recebi eram para publicação paga, o que, a meu ver, é o mesmo que continuar sem editora ou até pior: na autopublicação, pelo menos, o autor tem total controle sobre todo o seu livro. Se for pra pagar, prefiro investir no que eu acho que fica melhor.

Falo isso porque recebi uma proposta de uma editora para lançar meu livro sem custo. Porém eu teria que pagar um revisor profissional que eu tinha que procurar e contratar por conta própria, tinha que mandar o miolo diagramado de acordo com as orientações deles, mas a capa, essa eles iriam bolar e eu não poderia dar palpite. O lançamento seria um evento que eu teria que organizar, eles só dariam algumas dicas. Fiquei frustrada, não achei certo nada daquilo, e abracei a autopublicação.

Pra quem pensa em enveredar por esse caminho eu digo: é recompensador, mas não é tão simples como um passe de mágica. Isso porque você tem obrigação de fazer TUDO – texto, revisão ortográfica e crítica, diagramação, capa e divulgação. E esta última é a parte mais difícil, e onde eu ainda estou apanhando MUITO!

Para o texto não tem jeito: seja escritor de editora ou independente, as teclas não se apertam sozinhas, e você TEM que digitar. Revisão e análise: claro, existem os amigos e o revisor do Word, mas os primeiros não são confiáveis porque são amigos do peito, vão sempre apoiar você (a não ser que seja um super-sincero como eu, que fala que não gostou mesmo quando não gostou de alguma coisa), e com os revisores automáticos você tem que tomar cuidado, eles nem sempre corrigem os erros e muitas vezes estragam os acertos. Claro, você sempre pode pagar à parte um serviço profissional.

Diagramação acaba sendo simples se você tiver algum conhecimento dos programas de texto, e as plataformas de autopublicação costumam disponibilizar arquivos com manuais bem completos. Resta a capa, e, apesar de haver sempre a opção de usar um arquivo pré-preparado, onde você só precisa inserir o título, é altamente recomendável que você envie uma capa personalizada. Sim, existem os “amigos que manjam de photoshop” que podem fazer isso para você, mas se a pessoa não tiver o mínimo conhecimento de design, sinceramente é melhor ficar com uma capa pré-preparada mesmo. Isso porque existem erros com as capas feitas por não profissionais que são tão chamativos que quem entende um pouquinho já bate o olho e diz com todas as letras: isso aqui foi feito por amador. E não vale dizer que “não se julga um livro pela capa”. Pode ser verdade, mas a primeira coisa que quem vai comprar olha é justamente a capa.

Se você conhece alguém que tem conhecimento em design ou se você mesmo tem essa habilidade, pode elaborar a capa sem custo. Se, no entanto, você não tem essa opção, vale a pena investir um pouquinho numa capa bem bonita, que vai agregar valor ao seu livro igual uma embalagem bem feita agrega valor ao produto.

Por fim, só falta a divulgação. Mas isso é matéria pra outro post. Afinal, essa é a parte em que estou apenas engatinhando pra aprender a fazer.

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