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28 de out de 2014

O Destino de Daenerys – Marjorie Barth


Sinopse

Após sofrer grave acidente, a jovem Catarina apaixona-se por seu anjo salvador, porém fica desolada ao descobrir que seu amor não pode ser correspondido.
Misteriosamente Djin cruza o caminho de Catarina. Um rapaz enigmático e sedutor que se dispõe a realizar três desejos seus, e revelar um segredo sobre o passado da jovem, que mudará o rumo de tudo.

Fonte: http://www.amazon.com.br/O-Destino-Daenerys-Marjorie-Barth-ebook/dp/B00INAAD6K/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1406633778&sr=8-1&keywords=o+destino+de+daenerys




Um esboço de livro...

Quando nos aventuramos a conhecer obras de autores independentes nos arriscamos a descobrir livros que poderiam muito bem estar ao lado de grandes Best Sellers, como também a nos deparar com textos imaturos e mal trabalhados. E quando um autor decide lançar suas obras de forma independente, deve estar preparado tanto para os elogios quanto para as críticas.

 “O Destino de Daenerys” se encaixa nos livros independentes que merecem mais críticas que elogios. O texto é curtinho, e quando começamos a entender a história ele termina de forma abrupta, deixando mais que um gancho para o livro seguinte. Isso não seria problema se a trama toda estivesse bem desenvolvida, o que não está. Os personagens são inconstantes e confusos, e as melhores descrições são das lojas ou das vestes dos personagens, incluindo marca, tipo de alça do vestido, de salto, coisas que pouco interferem na narrativa. As reações dos personagens diante de fatos extremos são superficiais, não consegui me colocar no lugar de nenhum deles. Há crimes, há acidentes, há tentativas de suicídio, há romance, mas não há motivo para tanta desilusão, e o romance não cativa.

Além disso, não fica claro em que lugar a história é ambientada. A impressão que tive é de que a autora quis inseri-la em algum lugar nos Estados Unidos, embora ela cite boutiques brasileiras. Claro, há lojas brasileiras espalhadas pelo mundo todo, mas sem uma referência clara fica a sensação de que a própria autora estava em dúvida — e que não solucionou o caso antes da publicação. Ainda temos o fato de que os adolescentes, várias vezes durante o livro, citam que bebem muito em festas, chegando a não se lembrar do que fizeram no dia anterior. Se isso acontece na vida real? Acontece, mas a banalidade e a frequência com que a atitude é descrita contrasta demais com a inocência que os personagens demonstram em outros momentos.

Fora isso, algo que me incomodou foi encontrar erros de grafia muito claros — alguns são nitidamente erros de digitação — coisas que uma editora deveria ter solucionado e não o fez, o que revela que algumas editoras menores, cujos serviços normalmente de revisão e edição são pagos à parte, não estão interessadas na qualidade das obras que saem de suas mãos, mas no pagamento que o autor faz pelos serviços. Por causa deste exemplo, que não é o primeiro que vejo, faço coro aos colegas que apoiam a publicação totalmente independente, quando não se tem o apoio de uma editora comprometida.


Minha conclusão: A capa é linda, mas o livro simplesmente não está pronto. A impressão que tive é a de que lia o esboço de uma história que me lembrou bastante “Fallen” e outra que li no Wattpad, “Don’t be Afraid”. Se bem trabalhado, é o tipo de trama que tem agradado o público adolescente: romance entre anjo e mortal, com pitadas de demônios aqui e ali, mas ainda precisa de bastante chão para tornar a história coerente.

O DIÁRIO COR DE ROSA

Num post anterior mencionei que, quando comecei a escrever essa história, tinha 11 anos e foi num diário rosa, o qual eu não sabia onde estava. Na verdade eu tinha 12, e encontrei o diário! Estava guardado numa das minhas dezenas de caixas de trecos, e registrei nele, na época, a idade que tinha quando o escrevi.

Lembro-me de que, na ocasião, era moda dar de presente à menininhas esse tipo de agenda/diário, com páginas cor-de-rosa, cadeados de coração, muitas vezes até perfumadas e acompanhadas de canetas coloridas, para que elas escrevessem suas confissões mais secretas. Lembro-me de ter tentado escrever alguma coisa sobre minha vida, mas, poxa, eu tinha só 12 anos e uma vida extremamente normal! Não que eu não tivesse meus segredos de recém-adolescente, nem tivesse sentimentos guardados, mas estes eu preferia que ficassem exatamente onde estavam. Então, um texto que merecesse preencher páginas tão delicadas (embora eu não fosse lá grande fã do cor-de-rosa), deveria ser um texto impregnado de aventuras, algo que fizesse com que eu ficasse interessada e que interessasse outras pessoas a ler — e eu não me imaginava interessada por ler as confissões de adolescente nem minhas nem de outra pessoa, já que eu procurava nos livros histórias extraordinárias,  que não acontecem todo dia numa vida normal.

A capa do diário cor-de-rosa, bem como as três primeiras páginas, estão nas imagens. Eu não tinha relido a história até hoje, quando passei os olhos pelas primeiras linhas e já coloquei a mão na testa: “meu Deus! Na época eu achava que terremotos eram previsíveis como tornados, e que uma família poderia fugir de carro quando um deles aparecesse! E Ana Aurora e Jordan? Eu não me lembrava desses dois… Acho que vou ter que ler tudo de novo pra relembrar de onde vim!”








24 de out de 2014

O NASCIMENTO DE BHARDO



     Eu queria compartilhar um pouquinho do processo de nascimento e materialização do Mundo de Bhardo, até se tornar a história em forma de livro que é hoje.
     Como já contei, comecei a esboçar essa história aos 11 anos. Não foi minha primeira incursão no mundo da escrita; antes disso tinha escrito e ilustrado um pequenino livro infantil chamado "Os trilares", sobre alienígenas com cabeças em forma triangular que visitavam a casa de um menino à noite. Não me lembro bem da história, que devia ter cerca de dez páginas, mas me lembro que a aparência dos alienígenas era parecida com a de um robô. Tenho certeza de ter visto esse livrinho guardado entre as relíquias de minha mãe um tempo atrás... Quem sabe ainda não está com ela?
     Bhardo começou a se delinear em minha mente quando o canal em que passava o desenho animado de que eu mais gostava parou de funcionar na minha casa. Como qualquer criança eu fiquei frustrada, assistir TV era meu maior passatempo. Para extravasar, decidi que se eu não podia assistir ao desenho, eu mesma faria meu próprio desenho animado, seguindo aquele método de animação que desenha personagens em cantinhos da folha e que, passando-as rapidamente, se percebe o movimento (sim, eu achava que poderia, sozinha, produzir um desenho animado inteiro assim!)
     Obviamente, percebi muito rápido que eu jamais conseguiria tamanha proeza, mas não desisti dos personagens que já tinha imaginado. Mudei meus planos e, em um diário cor-de-rosa que tinha ganho de presente, decidi registrar minha história inventada, que era centenas de vezes mais interessante do que os causos da minha vida de criança.
     A história daquele diário é muitíssimo diferente desta que hoje apresento a vocês, e muito próxima do tal desenho animado de que eu gostava, tanto que, dela, só alguns poucos nomes de personagens foram mantidos. Mesmo assim, aquele diário cor-de-rosa foi crucial para mim, pois preenchê-lo com aquela realidade fantasiosa foi uma experiência tão prazerosa que se tornou viciante.
     Vou procurar o diário cor-de-rosa e o pequeno livrinho infantil sobre ETs com cabeça de triângulo. Se encontrá-los, postarei para vocês darem uma olhada. É impressionante o quão alto uma criança pode sonhar...
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22 de out de 2014

Abascanto – A sombra dos Caídos, Diogo de Souza (Resenha)





Sinopse

Em uma rua isolada da cidade, três seres se materializam em pleno ar. Grigori: guardiões de outra dimensão que lutam para proteger a humanidade da influência de seus irmãos caídos.
Érico nunca imaginou que eles sequer existiam, ou que seu pai fosse um deles. Após testemunhar uma luta entre estes seres, sua vida se transforma em uma corrida para salvar a si mesmo, sua família, seus amigos.
Sua única vantagem: o Abascanto, ser imune aos poderes sobrenaturais dos caídos e dos grigori. Com ele, terá de impedir os planos que um ser de sete mil anos tem para a humanidade...
E rezar para que a irmã faça a escolha certa.

Fonte e link para compra por menos de R$ 3,00: 

Resenha

A história se passa nos dias atuais e, embora não se mencione isso em nenhuma passagem do livro, fica claro que os grigori e os caídos são a versão do autor para anjos e demônios. O livro começa em uma batalha entre três grigori e dois caídos. Os cinco lutam com espadas, cada um no seu estilo. Logo depois, o leitor é levado a conhecer Érico, que a princípio é um garoto normal, mas que consegue enxergar coisas que outras pessoas não veem. Quando ele vê uma pessoa ser misteriosamente assassinada no meio da rua numa luta de espadas que só ele consegue ver, se envolve no mundo dos grigori e dos caídos, e acaba descobrindo que é filho de um deles.

Considerações
O livro é muito bem escrito e as lutas são elaboradas e detalhadas. Algumas vezes as achei um pouco exageradas, pois me perdi um pouco no meio delas, e acredito que o autor seja praticante de artes marciais, tanto pelo conhecimento de golpes, tipos de espadas e posições, quanto por seu gosto por detalhar as batalhas.
O livro é agradável de ler, porém o argumento é um pouco batido (luta do bem contra o mal). A explicação do porquê de os tais seres virem de seu mundo sobrenatural, tantas vezes evocado como um lugar de maravilhosa paz e plenitude, ficou um pouco vaga. No fim, fiquei com a impressão de estar no meio de uma disputa de anjos e demônios pelo controle da Terra apenas por caprichos próprios, algo como se vê em Constantine. Além disso, a história tem um foco muito forte nas lutas de espadas entre os personagens, e tive a sensação que a parte psicológica deles ficou em segundo plano, já que só se vê as emoções mais imediatas o tempo todo: raiva, vingança, ansiedade. A personagem Aline é, talvez, a mais contraditória da trama, defendendo o homem que matou seu pai biológico e tentou matar o pai adotivo, o irmão, a tia e tem planos de dizimar a humanidade. Fortalecendo o foco principal, o modo como o rapaz mata sua algoz Belial é a parte mais impressionante e interessante da história.

Conclusão:
Há muitos pontos positivos, como o fato de o livro ser muito bem escrito. Achei o enredo um pouco fraco, muita coisa poderia ser mais trabalhada. Porém os fãs de artes marciais e de lutas com espadas provavelmente irão se deleitar com as batalhas intrincadas. 

Esta resenha também está no Skoob!  

Abraços!

21 de out de 2014

CONCEITO DE PARGAIA



Já pensei em desativar este blog diversas vezes, mas a verdade é que, ainda que eu seja preguiçosa e não escreva quase nunca, eu gosto dele. Gosto das imagens do cabeçalho, desenhadas cuidadosamente e com grande carinho. Gosto das cores e da textura que aplico como plano de fundo. Gosto da sonoridade da palavra “Pargaia” e, sobretudo, gosto do significado que o blog tem para mim.

Também tentei dar vida a outros blogs, mas nunca tive muito empenho nem entusiasmo. Exceto pelo último que usei com mais frequência, o “mundodebhardo.blogspot.com”, nenhum dos outros teve mais que uma ou duas postagens. Alguns nem uma.

Nesta semana decidi recomeçar e tentar fazer uma última tentativa de fazer o Pargaia funcionar. Então, se é pra recomeçar, quero fazer isso do começo.

Pargaia era pra ser um espaço para colocar meus sonhos e devaneios — aqueles que tenho acordada e também aqueles que tenho ao dormir. É o lugar por onde a mente vaga quando está entre a lucidez e o sonho ao colocarmos a cabeça no travesseiro. É, pra mim, de onde saem as cores do pintor, as notas do músico, as letras do escritor, a inspiração para o artista. 

Quando criei o blog em maio de 2006 eu buscava um espaço para expor pedacinhos disso tudo: meus desenhos e pinturas e, talvez, alguns de meus textos. Coloquei alguns desenhos, e vários já tirei do ar. Coloquei algumas fotos e não aguentei mantê-las ali. E os textos… Bem, procurei mantê-los o mais distante possível da publicidade por achar que não eram bons o bastante.

Mas isso mudou. Tomei coragem, e decidi compartilhar com vocês um pouquinho mais dos sonhos que me movem todos os dias, tanto os que me fazem desenhar quanto os textos. E vou contar como tem sido a experiência de me lançar como escritora independente — sem editora, sem verba, sem auxílio de marketing profissional nem nada assim. E, se alguém achar interessante ou de alguma ajuda, que fique a vontade para opinar, perguntar, ou só pra ler mesmo. 

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