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19 de jan de 2015

FASE III - A IMPORTÂNCIA DE UM SITE





Já mencionei os passos que usei para escrever e revisar o terceiro livro da saga Mundo de Bhardo, agora chegou a parte de contar os preparativos finais rumo às campanhas de marketing, e é aqui que a coisa começa a ficar feia. Acho que escrever é bem mais simples… Respire fundo e veja se não tenho razão.

O que eu queria fazer é, mesmo sendo independente e tendo pouquíssima verba para investir, deixar meu trabalho com aparência profissional. Algo que pudesse chamar a atenção por sua forma, conteúdo e apresentação. Então comecei a pesquisar o que os outros autores independentes costumam fazer e também como as editoras costumam trabalhar seus lançamentos. Eu precisava descobrir o que eu tinha feito certo e errado, e o que eu poderia fazer ou mudar para ter uma exposição maior do meu trabalho e, quem sabe, dominar o mundo (há, há, há, há, há – risada maligna).

Percebi duas coisas: escritores tendem a ver suas obras como tesouros valiosos, joias preciosas de incalculável valor, pedaços de sua alma. As editoras encaram as obras como produtos. Aí é que está o desafio: o autor independente precisa ser o escritor e a editora combinados, e essa tarefa não é nada fácil.

Indiscutivelmente, pra quem não tem muito capital para investir, a internet é a melhor opção. Sabendo usar as ferramentas certas e tendo uma boa visibilidade, as chances de ter um produto bem sucedido são boas (duas coisas que me faltavam). O próximo passo foi selecionar alguns autores que tivessem uma linha mais ou menos parecida com a minha. Anotei alguns nomes, algumas obras, inclusive independentes, e fui pesquisar na internet como funcionam os sites e o marketing dessas pessoas.

Descobri que a grande maioria dos autores independentes para quando chega na fase da autopublicação. Alguns possuem uma boa disseminação na sua região, o que envolve feiras de livros impressos, palestras e coquetéis de lançamento, mas o marketing virtual é pouco trabalhado. Dá pra contar nos dedos os que criam — e mantém on line — sites e blogs sobre as suas obras. Destes, poucos publicam com regularidade e menos ainda se preocupam com a parte visual das páginas que estão usando. Cheguei a ver páginas de biografia nos sites de autopublicação onde a foto do autor é um campo florido, um gatinho, ou fotos de família com vários integrantes. 

Depois fui visitar as páginas dos mais conhecidos, aquelas que costumam ter marketeiros por trás pra dar um help. Anotei tudo o que achei interessante, inclusive que tipo de páginas cada site sempre tem. O resultado foi um conjunto de ideias que se transformou no site www.bhardo.net.

Então fica a dica galera: para divulgar suas obras, independente de ter um blog pessoal, uma página no facebook ou em qualquer outra rede social, é interessante ter uma site próprio para seus livros. É neste site que o leitor vai encontrar tudo de uma vez, sem ter que caçar informações ou rolar a barrinha até o infinito. Nesta página, que você pode criar com desenvolvedores gratuitos como o WIX, o GODADDY, o WORDPRESS e outros (eu uso o wix), você precisa ter, pelo menos (e sempre atualizadas) as páginas: 

Autor: com biografia simplificada, uma foto sua e sozinho e dados para contato, de preferência um e-mail só pra isso;

Livros: informações sobre a sua (as suas) obra(s), com sinopse e imagem da capa, ou foto do livro pronto;
Onde comprar: dados de onde comprar ou baixar seu livro;

Notícias: onde você pode colocar a agenda de eventos e comentar páginas que estejam falando sobre você.

Você pode inserir outras informações que quiser, como downloads grátis, papel de parede com a capa do livro, sorteios e promoções, recados, etc. Na minha página há um espaço para cada personagem, sempre em desenvolvimento, uma página para o leitor acompanhar os mapas, pois são histórias de fantasia, uma introdução e uma página com ilustrações para download.

Ah, e não dá pra esquecer de divulgar a página pra todo mundo! Então curte lá! 


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MATÉRIA COMIGO NO BLOG POINT DA LEITURA

O blog Point da Literatura, da blogueira Viviann Kelly, publicou uma matéria sobre a autora e os livros da saga Mundo de Bhardo. Confira aqui!

http://bit.ly/1CsCRYl



Abraços! 

16 de jan de 2015

SEXTA FEIRA SANTA - CUIDADO! - Resenha



Sexta - feira Santa,Cuidado! – Carminha Morais

Sinopse

Nike não acredita em superstições, não dá ouvidos aos conselhos de sua mãe e vai a um baile em plena Sexta- feira Santa. O que será que vai acontecer?




Considerações
Este conto curtinho de Carminha Morais estava disponível para download gratuito na Amazon outro dia, e fiquei curiosa.

A garota da história, Nike, se despede de sua mãe numa sexta-feira Santa, dia em que a mãe religiosa diz que ela devia ficar em casa, para ir ao baile. A mãe deseja que ela “vá com Deus”, ao que a garota zomba, dizendo que vai com Deus e voltará com o Diabo. No baile, um estranho interessante aparece, mas é um homem suspeito que envolve a balada descompromissada num tom de mistério, depois que um dos integrantes do grupo de amigos da garota perde a voz ao voltar do banheiro. Como uma boa história de terror, o final é arrepiante.

A historinha é bem curtinha, por isso achei que podia ter um pouquinho mais de cuidado com a revisão textual. O nome da protagonista, por exemplo, aparece escrito de três formas diferentes: Nike, Nik e Niki, e há alguns erros de pontuação. Fiquei surpresa ao procurar pelo nome da autora e descobrir uma pessoa tão produtiva, com tantos contos e livros lançados.

Sexta - feira Santa,Cuidado! é, por sua simplicidade, uma história divertida e arrepiante ao mesmo tempo, que vale a pena ser lida em voz alta numa rodinha de amigos em plena madrugada.

9 de jan de 2015

AMBERBLADES E O CORAÇÃO DA LUA - RESENHA




Sinopse
A lenda do sol e da lua... Amantes separados para que o mundo fosse criado... Para Lena, nada é mais triste do que duas pessoas que se amam viverem a mesma situação contada nas histórias dos bardos, ainda mais quando uma delas é sua mãe. Para ajudar Astalirande e Jidea a viverem seu amor, Lena, juntamente com Joh e Yomiko, parte numa busca a fim de evitar que o mesmo aconteça dentro da Casa Anciã, moradia dos líderes do povo élfico.

O destino do grupo é a Biblioteca dos Povos, local que reúne o conhecimento de todas as raças, mas, adentrando o reino dos humanos, um lugar completamente novo e cheio de mistérios para Lena, eles conhecem o mago Zak e descobrem que o que pode ajudá-los a unir Astalirande e Jidea também está sendo usado para trazer a destruição ao mundo: o Coração de Lua.

Não havendo outra maneira, o grupo se envolve numa batalha que poderá decidir o destino do mundo de Kathros.
Links de compra
Clube de Autores: http://bit.ly/1zeDdPy

Considerações
Sem sombra de dúvidas, Amberblades me surpreendeu. Não só pela qualidade do texto, que tem pouquíssimos e perdoáveis errinhos de digitação, como pela inventividade da autora.
Quando comecei a ler e vi que os protagonistas eram elfos, pensei: “poxa, mais um livro de elfos e orcs e anões num mundo medieval…”. Não que eu não goste, mas acho meio cansativo. No entanto, Gisele me provou que é possível usar estes elementos tão desgastados e reformulá-los para criar algo novo.
Devo dizer que, como fissurada que sou não por livros, mas por histórias no geral, e, portanto, fã de todos os meios de contar essas histórias, percebi que a maior inspiração da autora Gisele Bizarra não vem das tradicionais fantasias medievais, mas de um outro tipo de mídia que, associada à onda Tolkien/George Martin/Rowling/Riordan, criou um mundo diverso e colorido. Em Amberblades, é palpável a influência dos animes japoneses em cada palavra escrita, e isso transpira pelas páginas através das descrições dos personagens, da consistência dos diálogos e até da trama intrincada e cheia de reviravoltas, que nos passa a sensação de estarmos acompanhando a primeira temporada uma série completa deste tipo.
O grupo de protagonistas começa pequeno e com uma singela missão: encontrar o Coração da Lua, uma pedra mística que cria vampiros de energia: pessoas capazes de sugar a energia de outros seres vivos para aumentar seu poder. Um desses vampiros, o elfo Jidea, foi transformado desta forma por Bravoniel, seu irmão mau, e vive com o fardo de não ser mau e ser apaixonado por Astalirande, a líder dos elfos. Para quebrar a maldição e permitir que Jidea e Astalirande fiquem juntos, Lena, princesa filha da elfa, parte pelo mundo junto com seus amigos Joh e Yumiko para procurar o Coração da Lua e reverter o feitiço.
Até aí a história parece se desenvolver de forma tradicional: um grupo em busca de uma joia, com um caminho perigoso pela frente. Parecia que só Lena teria algum destaque. Mas é aí que a história começa a tomar os contornos de uma saga japonesa digna de ser transformada em desenho. O primeiro encontro do grupo de aventureiros é com o suspeito mago humano Zak, que acaba se unindo ao grupo, completando as figuras tradicionais que aparecem nos grupos de heróis dos desenhos orientais: o/a mocinho/a (Lena), o/a melhor amigo/a do/a mocinho/a (Yumiko), o misterioso herói de passado obscuro (Joh) e o brincalhão (Zak).
A trama é tão cheia de reviravoltas que é impossível falar de todas elas sem revisitar o livro inteiro. No entanto, a autora conseguiu não se perder, e se manter no caminho do desfecho principal (encontrar a pedra, salvar o namoro da mãe), ainda que esta missão tome proporções gigantescas quando descobrem que alguém está usando o tal Coração da Lua para criar um exército de vampiros e destruir mundo. A aventura, que começa pequenina, envolve diversos outros personagens agregando características diferentes. E, com tudo o que acontece na aventura, a autora soube trabalhar bem as características de cada indivíduo, incluindo dilemas amorosos envolvendo Lena,uma difícil escolha que Joh tem que fazer, a necessidade que Yumiko tem de limpar seu nome de um crime que não cometeu, a superação de Zak sobre suas limitações mágicas, a resolução de um amor mal acabado de Yumiko, e tantas outras coisas. Há, inclusive, uma espécie de mecha japonês (robô gigante) comandado por um anão, deuses que interferem na vida dos homens, uma planta amaldiçoada que destrói o que toca porque abriga uma dríade, e uma série de outros personagens que enriquecem a história.
A impressão que o leitor tem é a de estar acompanhando os episódios de um desenho, até mesmo com a luta contra “chefões” antes de chegar ao vilão principal, pois a estrutura da narrativa segue todos os passos de uma história deste tipo. Amberblades é uma saga infanto-juvenil e não termina neste primeiro livro, já existem outros três da autora. Certamente vai agradar aos fãs de aventura e ação, principalmente aos fãs de animes japoneses. Quem sabe um dia ela não se transforme num mangá? Potencial para isso tem, e muito! E este seria o primeiro passo para virar anime e passar na TV.

7 de jan de 2015

TRÊS TIPOS DE PESSOAS NO MUNDO PROFISSIONAL


Início de 2015, tempo de voltar das festas e retomar o ritmo das postagens, resolvi começar com uma postagem pra pensar em que tipo de pessoa eu sou e quero ser em 2015. Você sabe de que tipo você é?

Pra mim, sempre existiram três tipos básicos de pessoas: as sortudas, as acomodadas e as persistentes. Claro, em determinado momento da vida, todos somos um pouco de cada tipo, mas, geralmente, podemos nos identificar mais com um tipo que com outro.




Sortudas são aquelas pessoas que têm o toque de Midas: tudo dá certo pra elas. Se estão num shopping lotado, a única vaga que aparece pra estacionar é bem em frente a elas, isso sem esperar muito pra poder parar. Se vão às compras, os caminhos se abrem pra elas, como por mágica, quando as filas parecem gigantes. São aquelas que não têm sorte só uma vez na vida, como a maioria dos mortais, mas muitas e muitas vezes, todos os dias, em pequenas ou grandes coisas. Você deve estar pensando que eu estou doida, que isso não existe, mas acredite: eu já vi acontecer. É claro, isso é raríssimo, mas acontece com alguns.




Acomodadas: estas são o tipo mais comum. São aquelas que já tiveram sorte alguma vez, já tiveram azar também, já foram persistentes com alguma coisa (ou nem chegaram a ser), e estão bem com o que têm. Esse tipo de pessoa não costuma procurar nada além do que já conseguiu, apesar de às vezes sonharem em ganhar na mega sena ou coisa assim.




Persistentes: são os que não nasceram sortudas, mas que não querem ficar como estão. Geralmente sonham alto, Ficam arquitetando formas de conseguirem o que querem, e são inquietos. Às vezes alcançam seus planos... Às vezes não. Mas sempre estão tentando de novo, e de novo, e de novo.

Vou contar uma historinha verídica: a long time ago, e eu estava na oitava série, houve uma competição de matemática: a professora propôs um desafio, um daqueles exercícios que você encontra em revistas de palavra cruzada e que te fazem descobrir quem fez o que com poucas informações. Aqueles que conseguissem terminá-lo, participariam de um sorteio pra ganhar uma surpresa. Bom, me debrucei sobre o problema até resolvê-lo (não tanto pela surpresa, que poderia ser muito bem um lápis, mas porque eu sempre gostei de desafios desse tipo).

No dia do sorteio, só 10 pessoas tinham conseguido resolver a conta. A professora fez o sorteio e o primeiro não tinha acertado o problema. O segundo também não. Assim se seguiu até o último papel – o último mesmo!!! — sim, o meu. E adivinhe? Ela disse que estava errado.

Esperei que ela começasse a explicar o desafio e, quando ela terminou e deu a solução, apresentei o papel outra vez: minha resposta estava certinha. Ela olhou na lousa, olhou meu papel e me deu os parabéns, e ganhei um saquinho de pipoca com bombons.

O que ganhei com isso? Alguns chocolates é óbvio, mas aprendi uma coisa naquele dia: eu não sou uma pessoa de sorte. Entre todos os participantes, eu fui a última a ser sorteada. Depois, ainda tive minha conta dada como errada, e eu sabia que estava certa. No entanto, se minha resposta também estivesse errada, eu não teria ganho nada. A partir daí, passei a me identificar como uma pessoa persistente, e acho que posso me encaixar nesse grupo até hoje. Não que eu não tenha tido sorte na vida; aliás, em vários momentos, dá desacreditar de quanta sorte uma pessoa pode ter, mas tudo começa comigo por causa da persistência. 

              É por isso que insisto tanto em perseguir meus fabulosos livros fantásticos. Afinal, quando eu conseguir conquistar o mundo com eles, certamente terá muita persistência por trás disso. Mas, também, haverá muita, mas muita sorte mesmo.

              Muita persistência, caros leitores, em 2015, e muita sorte também! E só então, depois de todo o trabalho duro, um merecido momento de acomodação pra curtir os frutos!